Se estão prestes a viajar pela China e querem uma viagem mais simples e tranquila, então vão gostar deste guia.
Passei 14 dias a viajar pela China e posso dizer, com toda a certeza, que é um dos países mais fascinantes, e, ao mesmo tempo, mais complexos que já visitei.
Entre a barreira linguística, as restrições de acesso à internet e as diferenças culturais, ser turista na China pode parecer um verdadeiro desafio no início.


Mas, com a preparação certa, rapidamente se transforma numa das experiências de viagem mais gratificantes de sempre.
Neste guia, partilho convosco as dicas mais práticas e honestas para viajar na China. Desde como preparar a vossa viagem até ao que podem realmente esperar da primeira visita ao país.
Vão descobrir como se manterem ligados à internet, como fazer pagamentos e como lidar com os costumes locais como verdadeiros profissionais.
Este guia para visitar a China vai ajudar-vos a sentirem-se prontos, confiantes e entusiasmados para explorar todos os cantos deste país incrível.
Dicas para viajar pela China
✈️Documentos de viagem e requisitos de entrada
1. Confirmar a validade do passaporte
O vosso passaporte deve ser válido por, pelo menos, seis meses após a data de regresso. Verifiquem também se têm páginas em branco suficientes, já que poderão precisar delas para carimbos relativos a vistos e formulários de entrada.
2. Verificar se precisam de visto
A maioria dos viajantes ainda precisa de visto para entrar na China, embora alterações recentes tenham facilitado o processo para algumas nacionalidades. Em 2025, a China introduziu isenções de visto para alguns países.
Portugal foi um dos beneficiados, por isso tive a sorte de poder visitar o país sem ter de fazer qualquer pedido de visto. A medida foi entretanto prolongada para 2026.
Se precisarem de visto, comecem o processo com bastante antecedência. Pode ser mais complexo do que noutros destinos. Regra geral, será necessário preencher um formulário detalhado, apresentar o itinerário da viagem e confirmação de alojamento, entre outros documentos.
Para terem uma ideia, tenho uma amiga que teve imensas dificuldades para conseguir o visto: vários documentos exigidos, longas esperas e mais do que uma visita à embaixada.
Por isso, consultem sempre o site oficial da embaixada chinesa para verificarem os requisitos mais atualizados antes de avançarem com o pedido.
3. Comprar seguro de viagem
Mesmo que sejam viajantes cuidadosos, ter um seguro é essencial quando se viaja na China enquanto estrangeiros. Os cuidados de saúde são bons nas grandes cidades, mas ter um seguro de viagem facilita imenso qualquer situação inesperada. Optem por uma apólice que cubra despesas médicas, perda de bagagem e cancelamentos de viagem.
Pessoalmente, recomendo a Heymondo. Oferecem uma cobertura sólida a um preço justo e o apoio ao cliente funciona muito bem através da app.
🌐Internet e como se manterem ligados
Uma das coisas mais importantes que devem saber quando viajam para a China é que, aqui, estar ligado à internet funciona de forma um pouco diferente. O país tem o seu próprio ecossistema digital, o que significa que muitas das aplicações e sites que usamos diariamente simplesmente não funcionam.


4. Considerem um eSIM ou cartão SIM compatível com a China
Ter dados móveis na China é essencial, tanto para se deslocarem como para fazerem pagamentos.
Usei a Airalo e facilitou-me imenso a vida: não tive de procurar cartões SIM locais nem lidar com barreiras linguísticas ao comprar um SIM no aeroporto. A configuração demora apenas alguns minutos e funciona em todo o país.
Querem saber mais? Espreitem o meu guia completo sobre como usar a Airalo na China!
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5. Instalem uma VPN antes de chegarem
O Google, WhatsApp, Instagram, Facebook e até o Gmail estão bloqueados na China.
No entanto, se tiverem uma VPN, conseguem aceder de forma segura às vossas aplicações favoritas. O mais importante é instalá-la antes de aterrarem no país.
Usei a NordVPN durante os meus 14 dias na China e funcionou na perfeição. Consegui manter o acesso a todas as apps e a ligação foi sempre estável.

6. Instalem as aplicações certas antes da viagem
Na China, existe um sistema próprio para tudo… desde mensagens e mapas a transporte e pagamentos.
Antes de viajarem, instalem as aplicações essenciais para não correrem o risco de se perderem ou ficarem sem forma de pagar. Vão precisar de apps específicas para reservar tours, deslocarem-se nas cidades e até pedir comida.
Para a lista completa, espreitem o meu guia detalhado com todas as apps essenciais que devem ter na China. Acreditem, ter tudo preparado antes de aterrar vai tornar a experiência muito mais tranquila.
💰Dinheiro e pagamentos
Ao planear uma viagem à China, uma das maiores surpresas para a maioria dos viajantes é perceberem o quão pouco dinheiro em espécie vão precisar. A China está praticamente toda digitalizada no que toca a pagamentos e até vendedores ambulantes e taxistas usam métodos de pagamento por telemóvel.

7. (Quase) Não precisam de dinheiro físico na China
Já lá vai o tempo em que era preciso andar com montes de yuans no bolso.
Aplicações como o Alipay e o WeChat Pay dominam completamente o sistema de pagamentos, e vão usá-las para quase tudo: desde pagar comida de rua até comprar bilhetes de metro.
Tive ambas instaladas e funcionaram na perfeição durante as duas semanas em que estive na China. Até a banca mais pequena de fruta na rua aceitava pagamentos digitais.
Estes sistemas são extremamente práticos depois de nos habituarmos, mas é fundamental configurá-los com antecedência, associando o vosso cartão bancário estrangeiro.
É uma das dicas mais importantes que vos posso dar para viajar pela China: instalem as apps e associem o vosso cartão antes de chegarem.
8. Raramente irão usar caixas multibanco
Apesar de existirem caixas multibanco nas principais cidades, é muito provável que não cheguem a precisar delas.
A maioria das lojas, restaurantes e até casas de banho públicas funciona com pagamentos móveis. Levar grandes quantidades de dinheiro em espécie simplesmente não é necessário.
Levarem uma pequena quantia para emergências ou como recordação pode ser útil, mas o mais certo é que fique esquecida na carteira durante toda a viagem.


9. Dar gorjeta não é comum
Se estão a visitar a China pela primeira vez, vão perceber rapidamente que dar gorjeta não faz parte da cultura local. Os chineses não deixam gorjeta em restaurantes, táxis ou até hotéis. Muitas vezes, o valor do serviço já está incluído na conta e, quando se oferece um valor extra, pode até gerar confusão.
Considerem esta uma daquelas dicas que vos vai poupar dinheiro… e momentos constrangedores.
O sistema de pagamentos digitais na China pode parecer estranho ao início, mas é precisamente uma das razões pelas quais tudo funciona de forma tão eficiente no país.
10. Moeda e usar o Revolut na China
A moeda oficial da China é o yuan chinês (¥ ou CNY ou RMB). A taxa de câmbio costuma rondar 1€ = 8 CNY, embora possa variar ligeiramente.
A maioria dos pagamentos na China é feita através do Alipay ou do WeChat Pay, onde podem adicionar o vosso cartão Revolut.
O Revolut é também a minha forma preferida (e sem taxas!) de gerir o dinheiro quando viajo. Podem carregar euros na vossa conta Revolut e pagar em yuans sem se preocuparem com taxas de conversão ou câmbios desfavoráveis.
Já o usei inúmeras vezes em viagem e poupou-me imenso dinheiro em comissões bancárias.
👉 Podem saber mais no meu artigo completo sobre como usar o Revolut em viagem ou criar a vossa conta Revolut antes da viagem para começarem logo a usá-lo na China.
🗺️Planeamento e logística
Organizar uma viagem à China pode, por vezes, parecer um verdadeiro quebra-cabeças, mas, quando se apanha o jeito, é extremamente recompensador.
Estas dicas para viajar na China vão ajudar-vos a evitar stress desnecessário quando lá estiverem, permitindo que passem mais tempo a explorar e menos tempo a tentar perceber como tudo funciona.


11. A China é um país enorme
Se há algo fundamental a perceber antes de começar a planear uma viagem à China, é a dimensão do país. Podem passar meses a explorar e mesmo assim sentir que só visitaram uma ínfima parte.
Para uma viagem de uma a duas semanas, o ideal é concentrarem-se numa região, como o sul (Guilin, Guangzhou e Hong Kong) ou o norte (Pequim e Xi’an).
Mesmo dentro de uma única zona, as distâncias são longas e as viagens de comboio ou avião podem demorar várias horas. Ainda assim, vão adorar. E o mais provável é voltarem já a pensar num regresso próximo.
12. Comecem a planear o roteiro com antecedência
A China é um mundo à parte e é daqueles destinos que recompensa quem se prepara bem. Os bilhetes de comboio, voos internos e alojamentos devem ser reservados com a maior antecedência possível, especialmente se vão viajar para lá durante o período dos feriados nacionais.
Quando estava a organizar a minha viagem, tive alguma dificuldade em encontrar informações atualizadas e fiáveis em inglês. Mas, com um pouco de paciência e alguma tentativa e erro, tudo acabou por correr lindamente. Acreditem, vale mesmo o esforço.
Um bom planeamento vai tornar a vossa experiência muito mais tranquila e permitir-vos aproveitar ao máximo o tempo na China.

13. Reservem hotéis através do Trip.com
Embora o Booking.com também funcione na China, achei que o Trip.com tinha mais opções disponíveis.
Além disso, a plataforma é bastante intuitiva e apresenta os detalhes dos alojamentos em inglês. Se não souberem por onde começar, o Trip.com é provavelmente a melhor escolha para encontrarem avaliações fiáveis e disponibilidade atualizada.
14. Reservem tours e bilhetes online
Para tours, atrações turísticas e transportes, o Trip.com volta a ser a opção mais simples.
Também podem usar o WeChat, que é a aplicação que os locais usam para praticamente tudo. No entanto, se estão a usá-lo pela primeira vez, a interface pode parecer um pouco confusa (e está maioritariamente em mandarim).
Sempre que possível, recomendo fazerem as reservas pelo Trip.com. É mais rápido, mais simples e está tudo em inglês.
🙇Costumes locais e regras de etiqueta
Compreender os costumes locais é uma das dicas mais valiosas para quem viaja pela China. A vida lá tem o seu próprio ritmo e, muitas vezes, as coisas não funcionam como estamos habituados. Mas é exatamente isso que torna a experiência tão memorável.


15. Aprendam algumas frases básicas em mandarim
Mandarim não é uma língua fácil, mas aprenderem apenas algumas palavras pode fazer toda a diferença.
Eu só aprendi “nǐ hǎo” (olá) e “xièxiè” (obrigada), e mesmo assim foram suficientes para criar ligações com os locais. A maioria das pessoas não fala inglês (especialmente fora de Pequim ou Xangai), por isso, um sorriso e uma saudação simples funcionam muitas vezes na perfeição.
Vão perceber que os locais valorizam o esforço, mesmo que a pronúncia não seja perfeita.

16. Não esperem ter muito espaço pessoal
Quando se trata de filas e multidões, a China segue regras diferentes. Fazer fila pode não ser como estamos habituados e algum empurrão ou alguém a passar à frente é perfeitamente normal. Não é falta de educação, é apenas cultural.
O mesmo se aplica ao espaço pessoal, que praticamente não existe em locais cheios, como estações de metro ou atrações turísticas. Pode ser um pouco intenso ao início e, admito, foi uma das coisas que mais me fez sentir mais saudades de casa.
17. Preparem-se para a curiosidade dos locais
Outra coisa que me surpreendeu foi a quantidade de atenção que recebemos dos locais. Pessoas de todas as idades, desde crianças a adultos, pediam muitas vezes para tirar fotografias connosco – especialmente em zonas com menos turistas ocidentais. Mas, para ser sincera, isso também aconteceu em cidades grandes como Pequim!
Às vezes, aproximavam-se a sorrir, faziam um gesto para a foto e era só isso. Rimo-nos bastante com a situação e, na verdade, achámos um gesto carinhoso. É daqueles momentos que nos fazem lembrar como ser turista na China pode ser uma experiência mesmo única.
18. Comunicar pode ser um desafio
Apesar de muitos locais tentarem falar connosco em mandarim (como se percebéssemos uma única palavra!), a barreira linguística foi bem real.
Ter o Google Tradutor foi absolutamente essencial – usei-o todos os dias. Desde pedir comida, pedir indicações ou simplesmente ler placas, salvou-me inúmeras vezes. É, sem dúvida, uma das dicas mais práticas que vos posso dar para viajar na China.
Ainda assim, fiquei agradavelmente surpreendida ao ver que muitos sinais em aeroportos, estações de comboio e locais turísticos tinham tradução em inglês. Tornou a navegação muito mais fácil do que esperava.
🍜Comida & refeições


19. Sejam aventureiros com a comida
Uma das melhores dicas que vos posso dar para viajar na China é abraçarem o desconhecido. Muitos menus estão apenas em mandarim e, mesmo quando há tradução, nem sempre faz sentido. Pedi alguns “pratos mistério” que acabaram por ser deliciosos.
A cozinha chinesa muda radicalmente de província para província, por isso o que provarem em Pequim não terá nada a ver com o que encontram em Chengdu ou Guilin.
Não tenham medo de experimentar! Metade da diversão está mesmo em não saber ao certo o que vai chegar à mesa.
20. Aprendam a usar pauzinhos
Em muitos restaurantes, nem sequer há garfos disponíveis. Não era propriamente uma especialista antes de ir, mas depois de alguns dias, lá apanhei o jeito.
No início senti-me um pouco envergonhada por não saber usá-los bem, mas a verdade é que os locais nem ligaram.


21. A comida de rua é segura (e, na maioria das vezes, deliciosa)
Vão ver vendedores de comida de rua por todo o lado, especialmente nos mercados noturnos. A minha dica? Optem pelas bancas mais movimentadas, com filas longas… são populares por uma razão.
Nunca tive qualquer problema a comer comida de rua na China, e alguns dos meus pratos preferidos vieram precisamente dessas pequenas bancas.


22. A comida pode ser bem picante
Em certas regiões da China, a comida pode ser bastante picante, especialmente na província de Sichuan. Cidades como Chongqing e Chengdu são conhecidas pelos seus “hotpots”.
Se não estão habituados a comidas muito picantes, peçam sempre uma versão “não picante”. Nem sempre significa que o prato será suave, mas vale a pena tentar!
🚻Casas de banho & higiene
Pode não ser o tema mais glamoroso, mas é, sem dúvida, uma das informações mais úteis antes de visitarem a China. As casas de banho funcionam de forma um pouco diferente e, estarem preparados, pode mesmo evitar situações bastante desconfortáveis.
23. As sanitas de agachamento são muito comuns
Na China, as sanitas de agachamento estão por todo o lado. Encontram-nas em estações de comboio, restaurantes locais e parques públicos.
Para mim, foi um verdadeiro pesadelo porque simplesmente não me consigo habituar a usá-las! Ainda assim, para os locais, estas casas de banho são consideradas mais higiénicas, já que nenhuma parte do corpo entra em contacto com a sanita.
24. As casas de banho públicas podem não ter papel
Muitas casas de banho públicas não disponibilizam papel higiénico. Por isso, adicionem lenços de papel e desinfetante para as mãos à vossa checklist de viagem. Vão agradecer-me mais tarde!
25. As sanitas ocidentais existem, mas sobretudo nas grandes cidades
Se a ideia das sanitas de agachamento vos assusta, não se preocupem: nas grandes cidades como Pequim, Xangai ou Chengdu, é comum encontrarem sanitas ocidentais em hotéis, centros comerciais e aeroportos. Muitas vezes, até existem as duas opções no mesmo espaço.
No entanto, assim que se afastarem das grandes cidades ou entrarem em zonas menos turísticas, preparem-se para o regresso em força das sanitas de agachamento.
🚇Transportes e deslocações na China
Deslocarem-se pela China pode parecer intimidante ao início, mas é muito mais simples do que parece, assim que se percebe como tudo funciona.
Rápida, eficiente e surpreendentemente acessível, a rede de transportes da China é uma das melhores do mundo.

26. Comprem os bilhetes de comboio com antecedência
Viajar de comboio é extremamente popular na China, por isso os lugares esgotam rapidamente, especialmente em feriados e fins de semana.
Podem comprar os bilhetes até 15 dias antes da data de viagem, através da aplicação oficial 12306 ou pelo Trip.com, que está disponível em inglês.
Ao início, o processo pode parecer um pouco confuso, mas depois de perceberem como funciona, torna-se simples. Em épocas de maior procura, tentem reservar logo que os bilhetes ficam disponíveis, porque podem esgotar em minutos.
27. Os comboios são a melhor forma de viajar
Sem dúvida, os comboios são a melhor forma de se deslocarem no país. A rede de comboios de alta velocidade da China é moderna, fiável e continua a crescer todos os anos.
As viagens são confortáveis e, muitas vezes, até mais rápidas do que voar, se contarem com os tempos de deslocação para o aeroporto.
👉 Espreitem o meu guia completo sobre como comprar bilhetes de comboio na China para perceberem exatamente como funciona o sistema e o que esperar a bordo.

28. Cheguem cedo às estações de comboio
As estações de comboio na China podem ser enormes e, à entrada, vão precisar de passar por um controlo de segurança e verificação de bilhete. Por isso, o ideal é chegarem com cerca de 45 minutos de antecedência em relação à hora de partida do vosso comboio.

29. Os metros nas cidades são excelentes
Cidades como Pequim, Xangai, Chengdu e Cantão têm sistemas de metro modernos, eficientes e fáceis de usar – mesmo para estrangeiros. São baratos, limpos e muito intuitivos.
Podem comprar bilhetes diretamente através do Alipay ou do WeChat Pay, o que torna tudo muito mais simples. Recomendo também que instalem a aplicação Amap. Esta é uma app de navegação que indica até qual a saída certa a usar em cada estação. Super útil, especialmente nas estações enormes com várias saídas.
30. Usem o DiDi para viagens rápidas
Quando não vos apetecer andar de metro ou autocarro, o DiDi (a versão chinesa do Uber) é a alternativa mais prática. A app tem versão em inglês e aceita cartões estrangeiros, por isso não têm de se preocupar em indicar o destino em mandarim.

31. Não confiem no Google Maps
Na China, esqueçam o Google Maps já que a app não funciona bem por lá. As localizações estão muitas vezes mal colocadas, as estradas não coincidem com a realidade, o que pode tornar a navegação bastante frustrante.
Em vez disso, usem o Amap (também conhecido como Gaode Maps). É muito mais fiável e oferece direções em tempo real com grande precisão.
A boa notícia é que agora já tem uma interface em inglês, o que facilita imenso para quem visita o país. Podem usá-lo para ver percursos de metro, caminhos a pé e até qual a saída certa em cada estação (super útil nas estações de metro grandes).
O Amap tornou-se rapidamente uma das apps indispensáveis durante a minha viagem à China, e, sinceramente, não sei como teria gerido tudo sem ele.
📅Destinos e melhor altura para visitar a China
32. Melhor altura para visitar a China
A primavera (abril a maio) e o outono (setembro a outubro) são as melhores alturas do ano para explorar a China. As temperaturas são amenas, os céus tendem a estar limpos e as principais atrações estão menos cheias do que no verão ou inverno.
33. Evitem os feriados nacionais
Esta é uma das dicas mais importantes para quem visita a China (e aprendi da pior forma): evitem os feriados nacionais a todo o custo.
Durante a Golden Week (início de outubro) e o Dia do Trabalhador (por volta de 1 de maio), o país praticamente para.
Visitei a China durante o Dia do Trabalhador e foi um autêntico caos: multidões por todo o lado, bilhetes esgotados e filas intermináveis. Já me tinham avisado que ia estar cheio, mas nunca imaginei tanta gente junta!
Feriados importantes a ter em conta na China:
- Ano Novo Chinês (final de janeiro ou fevereiro – datas variam)
- Festival Qingming (início de abril)
- Dia do Trabalhador (1 a 5 de maio)
- Festival do Barco-Dragão (junho)
- Festival do Meio do Outono (setembro ou outubro – datas variam)
- Dia Nacional / Golden Week (1 a 7 de outubro)

34. A poluição pode afetar os vossos planos
Cidades do norte da China, como Pequim ou Xi’an, podem ter níveis elevados de poluição. Verifiquem sempre o AQI (Índice da Qualidade do Ar) antes de saírem, pois pode afetar a visibilidade e atividades ao ar livre.
Durante a minha estadia em Pequim, por exemplo, o ar estava tão carregado que até me começaram a arder os olhos.


35. Pensem em visitar cidades mais pequenas
Se procuram uma experiência mais autêntica, considerem explorar destinos mais pequenos ou menos conhecidos. Locais como Furong ou Fenghuang oferecem uma experiência bem diferente de Xangai ou Pequim.
Mostram um lado mais calmo e tradicional da China e valem mesmo a pena ser descobertos.
🧳Dicas de bagagem para a China
36. Levem adaptadores de tomada
Na China, usam-se os tipos de tomada A, C e I (220V), por isso levem um adaptador universal para estarem preparados. Encontram tomadas em hotéis, comboios e aeroportos, mas podem variar de cidade para cidade.
37. Restrições sobre power banks
Se vão levar um power bank, verifiquem as regras das companhias aéreas. A China lançou recentemente novas regras específicas sobre os tipos de power banks permitidos.
Em voos domésticos, já não é permitido levar power banks que não tenham a certificação oficial chinesa (o símbolo “3C”). A maioria dos power banks vendidos na Europa ou nos EUA não tem esta marca, o que significa que podem não os conseguir usar ou transportar em voos internos.
A melhor solução é comprar um power bank certificado quando chegarem à China ou alugar um localmente – o que, surpreendentemente, é bastante fácil, já que estão disponíveis em quase todo o lado.
É uma regra um pouco chata, especialmente porque vão usar o telemóvel constantemente para ver mapas, pagamentos e apps de tradução. Ter um power bank é essencial para qualquer viajante na China, por isso planeiem com antecedência para evitarem surpresas.
38. Levem toalhitas e desinfetante
Digamos apenas que os padrões de limpeza na China podem variar bastante consoante a zona onde estão. As ruas estavam surpreendentemente limpas e fiquei impressionada com a manutenção dos espaços públicos.
Já nos restaurantes, a experiência foi um pouco diferente. Nem sempre as mesas estavam bem limpas e, por vezes, os talheres não pareciam propriamente impecáveis.
O melhor é não pensar demasiado nisso, mas se este tipo de coisas vos incomoda, vale mesmo a pena levar toalhitas para limpar a mesa antes de comer e desinfetante para as mãos.
😷Segurança, saúde e atitude


39. A China é segura
Se houve algo que me surpreendeu verdadeiramente, foi o quão segura é a China. Na verdade, foi o país mais seguro onde já estive.
Nunca me senti desconfortável, nem mesmo a andar à noite por ruas mal iluminadas. Roubos pontuais podem acontecer em locais cheios, como estações de comboio ou atrações turísticas, mas a criminalidade violenta é extremamente rara.
Os locais são respeitadores e há uma presença policial bastante visível na maioria das cidades, o que contribui para uma sensação acrescida de segurança.
Para viajantes a solo ou para quem está mais preocupado com a questão da segurança, esta é uma das dicas mais tranquilizadoras que posso dar: podem relaxar na China.


40. Mantenham a mente aberta
Talvez o conselho mais importante para quem está a pensar em como viajar pela China enquanto estrangeiro seja este: mantenham uma mente aberta.
A China é uma mistura fascinante de tradição e modernidade, mas o dia a dia pode ser completamente diferente daquilo a que estão habituados. Os hábitos culturais, a comida e até as normas sociais podem surpreender-vos, mas é precisamente isso que torna a viagem tão recompensadora.
Mantenham a curiosidade, deixem-se levar pelo ritmo do país e abracem o inesperado. É aí que nascem as melhores histórias.
41. Evitar multidões não é fácil
Se há algo que se aprende rapidamente na China, é que evitar multidões não é tarefa simples. Com mais de mil milhões de habitantes, as atrações mais conhecidas estão quase sempre cheias, especialmente em cidades como Pequim, Xangai ou Xi’an.
Mesmo em vilas mais pequenas, não se admirem se derem de caras com grupos grandes de turistas.
Ainda assim, há formas de tornar as visitas mais tranquilas: tentem visitar os pontos turísticos logo de manhã ou perto da hora de fecho, quando as tours organizadas já foram embora. E, se possível, evitem viajar durante os feriados nacionais (quando existe maior volume de turismo interno!).
A verdade é que parte da experiência de viajar na China passa por aprender a lidar com as multidões. Elas são um reflexo do quão dinâmico é o país. Em vez de ficarem frustrados, respirem fundo, adaptem-se ao ritmo e aproveitem.
Considerações finais
Viajar pela China pode parecer um pouco avassalador no início e isso é perfeitamente normal. A barreira linguística, os sistemas digitais e as diferenças culturais podem parecer um desafio. Mas, assim que se percebe como tudo funciona, a viagem torna-se surpreendentemente simples.
Estas dicas para viajar na China servem precisamente para vos ajudar a sentirem-se preparados, para poderem aproveitar a experiência sem estarem constantemente preocupados com a logística.
Um pouco de planeamento faz toda a diferença. E, em pouco tempo, coisas que pareciam complicadas, como usar o Alipay ou apanhar um comboio de alta velocidade, vão tornar-se parte da rotina.
O melhor conselho que vos posso dar é este: abracem as diferenças. A China não é como nenhum outro lugar onde já estiveram e é isso mesmo que a torna tão fascinante. Vão com curiosidade, paciência e mente aberta, e vão regressar a casa com histórias que não vão esquecer.
Se estas dicas para turistas na China vos foram úteis, adorava saber a vossa opinião! Já visitaram a China ou estão a planear a vossa primeira viagem?
👉 Antes de irem, não percam também estes artigos úteis sobre a China:
- Apps essenciais na China – as ferramentas indispensáveis para facilitar a vossa viagem
- Como comprar bilhetes de comboio na China – tudo o que precisam de saber sobre o sistema ferroviário de alta velocidade no país.
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